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Foto: Reprodução/SBT

Enquanto mais de 200 mil servidores estaduais do Rio de Janeiro sofrem com salários atrasados e o não pagamento do décimo terceiro de 2016 e a UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) ainda não retomou sua rotina normal após a suspensão das aulas por falta de verba, o TJ-RJ (Tribunal de Justiça do estado) mantém uma academia exclusiva para juízes, desembargadores e familiares a um custo de mais de R$ 4 milhões, somente com o salário dos professores.

O espaço de exercícios fica no segundo andar do TJ-RJ e tem instalações de ponta. Conta com aparelhos para musculação, bicicletas, espaço de pilates e para exercícios funcionais, tatame e lanchonete.

Foto: Reprodução/SBT

A academia é bancada com dinheiro público, já que o contrato entre a Corte e a Mútua dos Magistrados, associação responsável pelo espaço, estabelece que o Tribunal deve repassar o dinheiro para o custeio dos profissionais que dão aula no local. Esse valor é o montante global de R$ 4.812.393,51. Os servidores do TJ-RJ não podem utilizar o espaço.

Apesar de o local oferecer aulas de jumping, box inglês e tailandês, ginástica funcional e localizada, defesa pessoal, step, ioga e serviço de personal trainer, apenas 126 magistrados usaram o serviço durante um ano. Ou seja, considerando o valor gasto com professores cada um custou R$ 38 mil.  O Tribunal de Contas do Estado aprovou o convênio entre a Mútua e o TJ-RJ.

Lanchonete da academia Foto: Reprodução/SBT

A academia privativa dos magistrados fluminenses é apenas uma mostra das regalias de que o alto escalão do Judiciário desfruta em todo o Brasil. Cada estado tem o seu exemplo e ainda há os privilégios que são concedidos em escala nacional, como o auxílio moradia de mais de R$ 4 mil.

Diante desta farra com o dinheiro do contribuinte, a já célebre frase de Michel Temer pode ser atualizada: não pense em crise, malhe.

 

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