Sem sorriso e sem cerimônia: presidente do TJ-BA faz pouco caso da categoria e marca reunião para mais de um mês após solicitação

Presidente no dia da entrega da pauta dos servidores Foto: Caique Oliveira/Sintaj

Mesmo após ter sido duramente criticada pelos trabalhadores do Judiciário pela “passagem relâmpago” que deu na última reunião em que a coordenação do SINTAJ (Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário do Estado da Bahia) a ficou esperando por mais de uma hora, a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargadora Maria do Socorro Santiago, mais uma vez demonstra desrespeito para com a categoria.

Depois de mais de uma semana protelando para marcar a data de uma nova reunião, solicitada pelo sindicato no dia 8 de março, a gestora propôs ao SINTAJ, nesta sexta-feira (17), um encontro para o dia 10 de abril, mais de um mês depois do pedido inicial. A atitude mostra que, mesmo com toda a insatisfação demonstrada pelas constantes mobilizações e o indicativo de greve da categoria, a presidente do TJ-BA não está disposta a mudar de atitude.

A solicitação de uma segunda reunião com a desembargadora foi feita mediante mobilização, com um protesto no Tribunal Pleno e a ocupação da antessala da presidência pelos trabalhadores no dia 8 de março. O objetivo do SINTAJ é fazer com que a presidente de fato discuta a pauta de reivindicações dos servidores, tendo em mãos estudos embasados que mostrem a real viabilidade das reivindicações dos trabalhadores. No último encontro ela passou apenas cerca de dez minutos com os representantes dos servidores da Justiça baiana.

A atitude da gestora será discutida na próxima assembleia da classe, nesta quarta-feira (22), já que com essa forma de tratamento dispensada aos trabalhadores ela não deixa outra alternativa para a categoria que não a suspensão total das atividades por tempo indeterminado.  A assembleia será com indicativo de greve e de lá sairá a resposta ao desprezo da magistrada para com as reivindicações dos servidores do Judiciário baiano.

A categoria não deseja o movimento paredista, pois sabe que a população é a maior prejudicada com a paralisação dos serviços. No entanto, já está claro que a presidente não tem a mesma preocupação com o povo da jurisdição que preside.

O SINTAJ repudia totalmente a postura da desembargadora Maria do Socorro, que, ao contrário do que sempre propagou durante toda a sua gestão, pouco cuida dos interesses do servidor, relegando as pautas da maioria dos membros do Tribunal ao último lugar nas suas prioridades. Primeiro acabou o sorriso. E agora, o respeito.

sindicato FORTE, servidor RESPEITADO!

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