TJ-BA se reúne com comando de greve, mas mantém negativas; Paralisação da Justiça continua

Foto: Niassa Jamena/Sintaj

Nesta quarta-feira (28) representantes dos trabalhadores do Judiciário baiano se reuniram com a administração do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) pela primeira vez após a greve da categoria, iniciada no último dia 19. A conversa foi conduzida por membros do comando de greve, grupo responsável pela negociação durante o movimento paredista.

No encontro foram discutidos, mais uma vez, os principais itens de pauta exigidos pelos servidores. Os pontos abordados foram o pagamento do reajuste linear, da correção da tabela do PCS (Plano de Cargos e Salários), da VPE (Vantagem Pessoal de Eficiência) –  antiga GEE – para os trabalhadores que não a recebem e os passivos devidos pelo Tribunal; a mudança nos critérios para concessão de indenização de transporte dos Oficiais de Justiça e reajuste no auxílio alimentação.

O forte movimento da classe vem conseguindo paralisar o sistema de Juizados Especiais da Bahia. No entanto, surpreendentemente, o TJ-BA manteve a mesma postura adotada durante todo o processo de negociação anterior à greve. Apenas aponta impossibilidades. Para todas as propostas feitas pelos representantes há somente negativas pouco justificadas, pedidos de aumento de prazos e promessas de discussões mais profundas.

Foto: Niassa Jamena/Sintaj

A reposição inflacionária foi condicionada ao posicionamento do governador Rui Costa. Segundo a administração da Corte, caso Costa pague o reajuste dos servidores do Poder Executivo, a presidente do TJ-BA, desembargadora Maria do Socorro Santiago, assegura que também implantará o dos trabalhadores do Judiciário.

Os assessores se comprometeram a levar os outros pleitos para a mandatária na próxima segunda-feira (3), já que a magistrada está viajando e só retornará no final de semana. Após a conversa com a desembargadora, uma nova reunião será marcada.

Além dos membros do comando, estiveram presentes no encontro o coordenador dos Juizados Especiais, Paulo Chenaud, o chefe de gabinete da presidente, Salvador Neuraci, o secretário de planejamento, Igor Caires e o coordenador da região Nordeste da Fenajud (Federação Nacional dos Servidores do Judiciário nos Estados), Alexandre Santos.

O SINTAJ (Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário do Estado da Bahia) acredita que o TJ-BA deveria se preocupar mais com a população. O protelamento das negociações prejudica principalmente o povo, que fica mais tempo sem acesso aos serviços da Justiça.

A reabertura do diálogo já na segunda semana de greve é um passo importante. Contudo, diante da manutenção das negativas e do modo como a Corte desembarcou da última rodada de negociação, a entidade sindical assegura que o movimento paredista se manterá por tempo indeterminado até que as reivindicações sejam efetivamente atendidas.

sindicato FORTE, servidor RESPEITADO!

Deixe uma resposta