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Na tarde desta quinta-feira (6) a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargadora Maria do Socorro Santiago, deixou clara a sua estratégia para não atender às reivindicações dos trabalhadores da Justiça baiana. Levar os servidores em “banho maria” até o fim do seu mandato, que já se encerra de forma prática no final deste ano.

A magistrada desmarcou a reunião que teria com a coordenadoria do Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário do Estado da Bahia (SINTAJ) na próxima segunda-feira (10). O comunicado foi feito ao sindicato através da assessoria da desembargadora.

Segundo a equipe da administração, a desembargadora está viajando e por isso não poderá atender os representantes dos trabalhadores. Ainda de acordo com a assessoria, não há uma nova data para o encontro e a mesma só poderá ser definida quando a presidente voltar a Salvador. A data do retorno não foi informada.

No início da gestão a magistrada acenou para os trabalhadores com algumas medidas paliativas, que tiveram impacto mais pelas deficiências da administração anterior e menos pelo efeito prático das ações em si. Era sempre muito simpática e abriu um canal de diálogo com os servidores. Entretanto, a maior parte das reivindicações morreu na mesa de negociação e nunca foi atendida, apesar da explicação exaustiva.

Agora, já mais para o final do mandato, até o canal de diálogo foi fechado, mas de forma estratégica. A presidente está se utilizando de medidas protelatórias de modo a sempre prometer, mas nunca cumprir a abertura da negociação efetiva. Na reunião do dia 15 de fevereiro Maria do Socorro fez apenas uma “aparição relâmpago” no encontro. Logo após, no dia 8 de março, o SINTAJ solicitou outra audiência com a magistrada, que só foi agendada para 10 de abril e acaba de ser cancelada sem previsão de remarcação.

As atitudes tomadas pela desembargadora encaminham a categoria para uma greve por tempo indeterminado, já que o SINTAJ e toda a classe não aceitarão ser levados em “banho maria” e já estão fazendo paralisações semanais. A pauta dos trabalhadores é relevante e urgente. Melhores condições de trabalho garantem melhor atendimento à população, com quem a presidente demonstra pouca ou nenhuma preocupação.

A categoria tem uma assembleia marcada para a próxima terça (11), quando decidirá o que fazer em relação ao desprezo demonstrado pela presidente para com os trabalhadores.

sindicato FORTE, servidor RESPEITADO!

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