SINTAJ SINDICATO

Mesmo com possibilidade de negociação, servidores ainda se mantêm cautelosos

Largo do Tanque
1ª Vara do Sistema dos Juizados Especial Criminal (Largo do Tanque)

Niassa Jamena

Na última sexta-feira (31), em reunião solicitada pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT-BA), Cedro Costa e Silva, o Diretor Geral da Presidência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Franco Bahia, conversou com o comando de greve dos servidores do Judiciário baiano sobre as reivindicações da categoria. Dando continuidade ao movimento paredista, iniciado no dia 24 de julho, os trabalhadores veem o início do diálogo com o TJ-BA de forma positiva, entretanto, ainda se mostram cautelosos quanto ao andamento da negociação.

Ricardo Ribeiro, lotado no Primeiro Juizado Especial Cível e Criminal de Camaçari, reafirma a relevância do início das negociações, mas faz críticas à postura do presidente do TJ-BA, Eserval Rocha. “Toda mesa de negociação é importante porque é o primeiro passo para se chegar a um consenso. No entanto, as ausências do presidente nesse tipo de reunião, mostra o desinteresse dele pela resolução das demandas dos servidores”, desabafa.

“As negociações poderiam ser mais constantes. A demora da resposta do presidente Eserval e sua ausência na reunião, apesar da legalidade do pleito dos servidores, demonstra a pouca importância que ele dá à Justiça que atende o cidadão, já que o servidor é o primeiro contato dos usuários com o sistema jurídico”, pontuou Denise Cardoso, da Turma Recursal no Imbuí, em Salvador.

“Eu acredito que é um bom início, mas não é suficiente para a greve parar. O que eu soube foi que ele iria enviar o plano de reposição para a Assembleia Legislativa, mas não garantiu nada sobre as outras questões. Eu espero que a negociação avance e ele faça uma nova proposta que atenda aos servidores”, disse Jorge Luis Ferreira, do Núcleo de Digitalização, em Salvador.

Fortalecimento

Nesta segunda-feira (3) os grevistas, que estão ocupando o Fórum Regional do Imbuí, foram mais uma vez até outras unidades da cidade para conclamar os colegas servidores para o movimento e levar materiais informativos sobre a greve. Foram visitadas as unidades do Largo do Tanque, da Baixa de Sapateiros, Itapuã, Unijorge, Universo, Piatã, Federação e o Detran.

Durante a visita, o coordenador geral do Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário do Estado da Bahia (SINTAJ), Antônio Jair, falou sobre a reunião com o TJ-BA. “Eu acredito que o início foi bastante positivo. Não houve uma negociação, e sim a abertura de uma possibilidade de negociação. Nós falamos sobre os itens dos quais não abrimos mão e Franco Bahia se comprometeu a estudar o impacto financeiro das nossas reivindicações. Também acho que foi positivo a indicação de que o presidente não pretende penalizar os grevistas”, afirmou.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima