Trabalhadores do Judiciário baiano iniciam Estado de Mobilização com Teletrabalho em Defesa da Vida a partir da próxima segunda

Trabalhadores do Judiciário baiano iniciam Estado de Mobilização com Teletrabalho em Defesa da Vida a partir da próxima segunda

A partir da próxima segunda-feira (7), os trabalhadores do Judiciário baiano iniciarão o Estado de Mobilização com Teletrabalho em Defesa da Vida. O movimento consiste no retorno de toda a categoria ao trabalho remoto. A decisão de iniciar o estado de mobilização foi tomada em assembleia geral extraordinária realizada pelo SINTAJ no último sábado (29).

O Estado de Mobilização com Teletrabalho em Defesa da Vida objetiva, como o próprio nome já diz, a preservação da vida e da saúde dos trabalhadores da Justiça baiana, da população e de todos os operadores do Direito. A mobilização não é uma greve sanitária, já que todos os trabalhos serão mantidos para não prejudicar o povo baiano. A ideia é que, a partir do dia 7, todos os servidores sigam em casa, realizando teletrabalho, como forma de pressionar o TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia) a decretar oficialmente o retorno ao trabalho remoto.

A Corte retomou as atividades presenciais, a partir da fase 2, desde o dia 10 de maio. A fase 2 consiste na abertura das unidades judiciárias somente para trabalho interno, com a realização de rodízio de servidores de até 30% do total de trabalhadores de cada unidade e expediente reduzido de 9h às 15h. Entretanto, muitos servidores utilizam transporte público, que é uma grande fonte de contágio de Covid-19, o que pode fazer com que o vírus se espalhe ainda mais, pois estes trabalhadores podem contaminar os seus colegas e/ou os seus familiares.

As autoridades sanitárias já deixaram claro que uma 3ª onda da doença no Brasil é praticamente inevitável. Na Bahia, as taxas de ocupação de leitos de UTI e o número de casos confirmados vêm aumentando a ponto de o governador Rui Costa ter que decretar medidas mais restritivas em determinadas regiões do estado. Dessa forma, ainda é muito arriscado retornar ao trabalho presencial sem que haja um efetivo controle do espalhamento do vírus e sem uma verdadeira política de vacinação em massa. O SINTAJ vem pressionando o TJ-BA para rever a sua postura. Como as iniciativas não deram resultado, a categoria decidiu retomar o trabalho remoto, pois, assim, preserva vidas e não prejudica a população baiana.

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