Desrespeito. Essa é a palavra que define o sentimento da categoria do Judiciário baiano diante de um processo de desgaste acumulado. É um cenário sustentado ao longo do tempo que atinge servidores e servidoras do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), expondo nitidamente as lacunas e os descasos que ignoram a dedicação diária de cada trabalhador(a). Os impactos causados pela instituição geram descontentamento e acendem o alerta da categoria, que questiona: que tipo de valorização o TJBA defende em prol do servidor?

Enquanto metas de produtividade e selos de qualidade são celebrados continuamente a cada gestão, o que sobra para o(a) servidor(a) é a falta de valorização financeira, a precarização do trabalho, o atraso na aprovação de planos, a sobrecarga e a perda progressiva do poder de compra. Não obstante, o cenário se agravou recentemente com o ofício do desembargador Paulo Alberto Nunes Chenaud, coordenador dos Juizados Especiais (COJE), orientando que magistrados se abstenham de designar substitutos.
Diante deste descaso sistemático agravado pelo ofício da COJE e em defesa dos itens de pauta prioritária, a categoria paralisará suas atividades no dia 29 de abril, pela manhã das 10h às 11h e a tarde de 15h às 16h. Além disso, no dia 06 de maio, será realizada uma Assembleia Geral, que acontecerá às 9h. O SINTAJ convoca todos os filiados e filiadas a participarem da assembleia e reforça a importância da adesão à paralisação. Sua presença é crucial para garantir direitos e reafirmar a indignação contra a desvalorização que adoece a nossa categoria.








Enfim, entra presidente, sai presidente e a desvalorização continua. Promessas, promessas e mais promessas, mas no final, apenas migalhas.
Enquanto a parte boa (o caviar e o filé-mignon) são repartidos entre a nobreza (magistratura) com sua fome insaciável, ao pobre servidor sobram as migalhas, a desvalorização do seu salário base e as incertezas quanto a um futuro de aposentado.
Sob o anúncio de que seria realizada uma assembleia com a categoria, a presidência do tribunal chama os nossos representantes, os representantes do proletariado, que cheios de esperanças ficam frustrados com os anúncios que são feitos. E o tempo vai passando, passando e passando e nada de medida prática, concreta pela valorização dos servidores que vêm amargando elevada perda salarial.
Enfim, tudo se repete como dantes no Quartel de Abrantes.