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Observando os princípios da unidade e solidariedade que devem nortear todos os sindicatos que querem fazer a diferença, o SINTAJ vem a público declarar o seu total apoio à paralisação dos colegas trabalhadores do Judiciário do Ceará e repudiar todas as medidas arbitrárias que o TJ-CE (Tribunal de Justiça do Ceará) vem tomando para tentar calar a voz do SINDJUSTIÇA-CE (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Ceará), entidade representativa desses servidores.

Nestas quarta (18) e quinta-feira (19) os trabalhadores da Justiça cearense manterão suas atividades suspensas e, para isso, têm razões mais do que justificadas. As progressões funcionais dos servidores – relativas a 2016/2017 –  estão em atraso e em nenhum momento o Tribunal local indicou que realizaria o pagamento; trabalhadores do interior estão sem receber gratificação a que têm direito por lei – definida em Portaria elaborada pela própria Corte há sete anos atrás –; o TJ-CE estabelece o cumprimento de metas impossíveis de serem batidas, já que estas estão condicionadas ao julgamento de processos, atividade do juiz e não do servidor, dentre muitos outros absurdos.

Apesar de terem recebido a reposição inflacionária de 3% neste ano, os trabalhadores já acumulam 20% de perda, devido ao descumprimento da data base nos últimos anos.

Na tentativa inútil de evitar que o sindicato divulgue todas essas arbitrariedades, como vem fazendo, e de intimidar os trabalhadores o TJ-CE removeu de comarca dirigentes sindicais em pleno mandato, vem bloqueando o acesso ao site da instituição nos computadores do Tribunal e se utiliza de força policial para constranger os motoristas dos carros de som do sindicato usado nas manifestações.

O SINTAJ repudia completamente o expediente desonesto que o TJ-CE vem utilizando para tentar calar a voz do SINDJUSTIÇA-CE e desmobilizar a sua base. Nós acreditamos na paralisação como forma de luta e, por isso, prestamos aqui a nossa solidariedade e demonstramos empatia com os nossos colegas do Ceará, já que as situações enfrentadas por eles agora são comuns à maioria dos sindicatos do Judiciário de todo o país.

Nós já passamos por situações semelhantes e, é provável, ainda passaremos. As greves e paralisações são instrumentos legítimos e legais de pressão aos quais os trabalhadores podem e devem recorrer quando se esgota a negociação através do diálogo, como é o caso dos amigos cearenses.

Nós não aceitaremos a censura, a intimidação e nem nos deixaremos vencer pelo medo.

Trabalhadores do Judiciário cearense, estamos juntos! A luta de vocês é nossa!

Juntos Somos Mais Fortes!

Coordenação Executiva do SINTAJ

 

sindicato FORTE, servidor RESPEITADO!

 

 

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