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Todos os dias são dias de luta. Hoje, estamos de Luto e lutando

 

O SINTAJ vem a público repudiar o atentado à liberdade. Como instituição que luta pelos direitos dos trabalhadores, entendemos que não há nada mais natural do que indivíduos lutarem por seu espaço e amplificarem a voz daqueles que precisam ser ouvidos.

Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, além de militante dos direitos humanos, era relatora de uma comissão de vereadores que acompanha o trabalho de militares na intervenção federal na área de segurança do Rio.

A caminhada de Marielle foi interrompida por nove tiros. Nove disparos que atingem também aqueles que, assim como ela, sonham com uma sociedade justa e igualitária.

Um crime que se repete constantemente nas ruas do nosso país não deve ser tratado como um caso isolado. Mulheres, negros(as) e LGBTs são assassinados diariamente apenas por serem quem são e esse risco é elevado à milésima potência quando estes decidem lutar pelo direito de existir.

Após este atentado restam alguns questionamentos: Como manter a esperança de jovens periféricos que tinham como exemplo essa mulher que lutou contra os estereótipos associados ao seu povo? O que dizer para as crianças do mesmo grupo social que veem mais um dos seus partir? Qual é o papel da sociedade diante do risco eminente vivido pelas minorias sociais? Qual é o seu papel?

Manter a esperança dos que ficaram é responsabilidade de todo aquele que se importa com o avanço de políticas públicas que visam a inclusão daqueles que vivem à margem. É destruir o senso comum que inferioriza pessoas pela cor da pele, gênero, classe e orientação sexual. É dar voz a quem precisa expor as falhas de uma sociedade desigual.

O sistema a cada dia se utiliza de novos artifícios para tentar impedir a luta daqueles que não aceitam migalhas, mas o clamor das ruas não será censurado. Nove tiros, nenhum item roubado. Não foi assalto.

 

Marielle existe e resiste em cada um de nós.

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