Não permitiremos um novo AI-5

O AI-5 foi a lei que demarcou o início da fase mais sombria da ditadura. Editado pelo presidente Arthur da Costa e Silva, em 13 de dezembro de 1968, o Ato Institucional permitiu ao governo militar fechar o Congresso Nacional e outros legislativos, cassar mandatos eletivos, suspender por dez anos os direitos políticos de qualquer cidadão, intervir em estados e municípios, decretar confisco de bens por enriquecimento ilícito e suspender o direito de habeas corpus para crimes políticos. Na mesma noite do anúncio do ATO o Congresso foi fechado.

No último dia 31 o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) afirmou, em entrevista a jornalista Leda Nagle, que se a esquerda “radicalizar” aqui no Brasil o governo poderia dar uma resposta “via um novo AI-5”. A declaração pode ser conferida no vídeo da entrevista postado no youtube de Nagle.

Com essa fala, o deputado reafirma a postura já conhecida de sua família, principalmente seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, de fazer apologia e celebrar a Ditadura Militar (1964-1985) em sua face mais nefasta e monstruosa. Com essa fala, Eduardo normaliza e legitima a tortura, a morte de civis pelo Estado, a prisão arbitrária.

O SINTAJ, um sindicato, portanto uma instituição que se funda e só sobrevive em uma democracia plena, repudia totalmente a declaração do deputado, que, aliás, só tem esse mandato porque existe um Congresso aberto e uma democracia que ainda funciona do ponto de vista eleitoral.

O SINTAJ considera a postura de Eduardo uma afronta à democracia e à Constituição. O povo brasileiro não pode deixar que as ideias autoritárias criem corpo neste governo. Se a nossa voz já não é escutada atualmente, uma ditadura só iria nos calar de vez e isso não podemos e nem vamos permitir.

Clique aqui para saber mais sobre o AI-5.

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