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Material é realizado pela Universidade de Brasília (UnB) e vai identificar riscos psicossociais no ambiente de trabalho do judiciário estadual, federal e MPU. Conteúdo ficará disponível, inicialmente, por 30 dias.

De forma inédita, a Fenajud (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados) e a Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União) lançam nesta segunda-feira (22), em parceria com os seus sindicatos de base filiados, uma Pesquisa de Saúde que deverá apontar os riscos psicossociais no ambiente de trabalho no judiciário. O tema do material é “Sofrimento e adoecimento no trabalho do judiciário e MPU”.

O link aberto está disponível aqui e ficará no ar, inicialmente, por trinta dias e tem como público-alvo os trabalhadores e trabalhadoras do judiciário federal, estadual e MPU (Ministério Público da União).

A Pesquisa, que será abordada em todo território nacional, será coordenada pela professora Ana Magnólia Mendes e pelo professor Emílio Faças, do Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB).

O estudo possibilitará a construção de uma base nacional de dados que dê suporte e formação aos sindicatos, a fim de capacitá-los na ação conjunta para elaboração e disputa de propostas junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O conjunto de dados obtidos com o cruzamento das informações levantadas pelo Protocolo vão identificar as situações de assédio moral e possibilitar a construção de políticas que permitam combater a prática abusiva, a gestão autoritária e proporcionar um ambiente de trabalho com mais qualidade de vida.

O Protocolo

O questionário vai abordar quatro eixos, sendo o primeiro, as relações de trabalho e o modelo de gestão adotado na unidade. Já o segundo trafega pelo sofrimento relacionado ao trabalho, gerado por fatores como a falta de reconhecimento, o sentimento de inutilidade entre outros. O valor do trabalho tanto para o servidor quanto para a instituição integram o terceiro eixo. Já o último busca identificar os danos físicos, psicológicos e sociais causados aos trabalhadores e trabalhadoras do judiciário.

O Protocolo conta ainda com um questionário complementar que fornecem dados para a construção do perfil demográfico da categoria, também irá trabalhar aspectos específicos.

Os sindicatos

As duas federações contam com o apoio dos sindicatos filiados, que farão um trabalho intenso de publicação e divulgação. O trabalho conjunto tem como objetivo alcançar o máximo possível de participantes, que atuam no judiciário.

Integração

A atividade foi organizada pelas duas federações, por meio de seus coordenadores, pela Fenajud: Guilherme Peres, Adriana Pondé, Janivaldo Ribeiro Nunes, Dionizio Souza e Wagner Ferreira; pela Fenajufe: Mara Weber, Costa Neto, Marcos Santos e o assessor Alexandre Marques.

IMPRENSA/FENAJUD

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