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Enquanto entidade que esteve à frente da negociação com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o Sindicato dos Servidores dos Serviços Auxiliares do Poder Judiciário da Bahia (SINTAJ) vem a público esclarecer informações sobre o processo de discussão da pauta dos trabalhadores da Justiça, que, frise-se, foi inviabilizado pela própria Corte.

Durante todo o ano de 2016, os servidores do Judiciário dialogaram e tentaram ao máximo chegar em um entendimento com a atual administração sobre a pauta de reivindicações da categoria. Alegando intransponíveis dificuldades financeiras e a necessidade de “arrumar a casa” – era o primeiro ano da presidência da desembargadora Maria do Socorro Santiago – a gestão atendeu a pouquíssimos pontos e relegou os mais importantes ao esquecimento.

Acreditando que, com “a casa arrumada”, em 2017 algo poderia ser feito, os trabalhadores buscaram reabrir a rodada de negociações já no início do ano. Conseguiram pouquíssimas reuniões com a presidente pingadas em enormes intervalos de tempo, enfrentaram desmarcações e descaso. Diante de tantas negativas, os servidores começaram a realizar paralisações de 24 e depois 48 horas. Como a intransigência da administração da Corte se manteve, foi decretada uma greve parcial.

Pressionada, a presidente recebeu duas representantes dos trabalhadores e autorizou a formação de uma comissão que negociaria pontos mais emergenciais da pauta e, em um voto de confiança, os trabalhadores suspenderam o movimento paredista.

O grupo se reuniu cerca de cinco vezes e a administração garantiu em várias oportunidades a viabilidade das três propostas mais formalmente discutidas, inclusive afirmando que para a efetivação de uma delas faltava apenas a assinatura da presidente.

No entanto, no último encontro da comissão, no dia 5 de junho, a administração do TJ-BA voltou atrás no que tinha prometido. Questionados sobre a mudança de postura praticamente chamaram os representantes do SINTAJ de mentirosos.

Foi esse desembarque da negociação que motivou a atual greve geral por tempo indeterminado iniciada nesta segunda-feira (19). O movimento foi deflagrado porque todas as vias de negociação foram esgotadas e pela falta de palavra da atual gestão da Corte. Os trabalhadores tentaram a via do diálogo, mas para o TJ-BA negociação é apenas sentar na mesa e apontar impossibilidades.

sindicato FORTE, servidor RESPEITADO!

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